domingo, 15 de abril de 2012

:: Se foi um amigo ::

Triste quando eles se vao assim na calada da madrugada,quando para o coracao.
Se foi o Claudio Cabral,meu colega companheiro e- amigo de tantos caminhos e tantas jornadas(RC).
Se foi na madrugada da ultima sexta feira e deixou um rastro de conhecimento profundo do futebol.Junta-se a tantos sabios deste esporte que ja partiramm e o mais recente Clovis Moreira dias,amigo de n'os,os dois e companheiro dos Mandarins do Inter com o Cabral.
O Futebol ficou mais triste e quando ele foi velado chovia em Porto Alegre e o Inter jogaria mais tarde e ele nao estava la para ver e comentar o jogo.
Cabral era um entusiasta da ideia desta Universidade do Futebol Sem Parecdes,acompanhou de perto este sonho do Clovis e meu.
Perdi os dois e quero manter o entusiasmo de plantar esta ideia para os que virão.
Deixo aqui meu lamento e prometo seguir a luta pelo Instituto e pelo Futebol.
Não me deixem so'!

sábado, 7 de abril de 2012

Blogs como fonte independente de informação

Blogs como fonte independente de
informação
da cobertura jornalística esportiva



As relações de trabalho, as dificuldades enfrentadas pelo freelancer e como se projeta o cenário atual para aqueles que pensam em investir numa carreira longe das redações

Carlos Fabiano de Souza- (Universidade do Futebol)

A dificuldade de ingresso no mercado de trabalho leva os novos jornalistas a buscarem meios alternativos para o exercício da profissão. A Internet possibilita que cada novo profissional busque seu espaço de forma independente.

Segundo Rainho (2008:10), “a atividade freelancer permite transitar por diversas organizações e conhecer inúmeros jornalistas nos mais diferentes setores da economia”. Talvez seja essa uma das vantagens para aqueles profissionais que desejam trabalhar com mais de uma editoria no jornalismo, ou simplesmente quer administrar seu tempo e agenda, de forma a ter mais autonomia para decidir sobre sua carreira.

Muitos são os recursos disponíveis que auxiliam a produção da notícia em tempo real e longe das redações. Qualquer espaço hoje serve como a redação de um jornal, uma vez que não há limitação para o desenvolvimento da atividade jornalística. Um telefone e um computador com acesso à Internet são as ferramentas básicas para o desenvolvimento do trabalho.

A produção e disseminação de informação de forma imediata passam também pela apuração do fato, que não precisa necessariamente ser feito no local em que a notícia acontece. Criam-se dessa forma novos paradigmas a serem enfrentados pelos jovens e experientes profissionais.

As mudanças no mercado de trabalho nos últimos anos transformaram as redações das empresas jornalísticas e assessorias no Brasil. A informatização e os novos processos de racionalização e redução de custos limitaram o crescimento dos postos de empregos fixos – apesar do aumento do número de veículos impressos, televisivos e agências de comunicação.

Paralelamente a esse processo, cresceu a prestação de serviço freelancer para atender às novas configurações das redações. Quando não está a serviço da precarização do trabalho, o freelancer representa uma atividade regular positiva e empreendedora. (RAINHO, 2008, p. 13)

As grandes redações de jornais e televisão deixam de ser o objetivo de uma parcela de profissionais do jornalismo que enxerga no empreendedorismo uma forma de ter mais liberdade editorial e produtiva. Não existe mais a fixação em seguir carreira dentro de uma empresa, passando pelos estágios que levam o profissional a um alto posto dentro de uma dessas organizações.

A administração do tempo passa a ser um desafio maior ainda para quem opta por seguir a carreira de jornalista freelancer. Ser seu próprio chefe passa a significar vantagens, mas também desvantagens que ele mesmo tem de contornar.

Vencer a preguiça na apuração da informação é um dilema a ser superado. Para muitos, o comodismo acaba por ser um dos maiores responsáveis pelo fracasso nessa empreitada. A concorrência com outros colegas também deve ser levada em conta, ainda mais em um mercado em que não exige mais o diploma para o exercício de sua atividade.

Vivemos um período de crise no jornalismo e de várias mudanças em relação à sua prática. Por que um homem ou um grupo funda uma empresa para fazer imprensa? Grande ou pequena, para quê? Se for para ganhar dinheiro, pura e simplesmente, não estará fazendo imprensa. Se for para ganhar poder, seria o poder de realizar um intento intelectual, a possibilidade de contribuir, nos limites que são intrínsecos à atividade, para o avanço da sociedade. Não é o que se vê. (SOUZA, 1998, p. 107)

A decisão dos ministros do Supremo Tribunal Federal, por 8 votos a 1, de 17 de junho de 2009, pela não obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão, jogou mais dúvidas sobre o já acalorado debate. É possível que qualquer pessoa possa ser considerada jornalista sem o devido preparo que só um curso de graduação, ao longo do período de 4 anos, possibilita?

Falta de ética, abusos de quem detém a prerrogativa de ser jornalista, deficiência dos cursos de graduação espalhados pelo país, e até mesmo uma possível censura da regulamentação do jornalismo, estabelecida na época da ditadura militar, entre outros fatores, são exemplos usados para defender a não obrigatoriedade do diploma no exercício da profissão. Que mudanças podem ocorrer no cenário da comunicação diante desses novos fatores?

As fontes de informação, notadamente no jornalismo esportivo, lidam diariamente com dezenas de veículos de comunicação, o que dificulta a compreensão do papel dos novos espaços como os blogs independentes.

O receio em não saber, em princípio, com quem estão lidando, torna difícil o começo desse relacionamento. Esse é um dos obstáculos que o novo profissional de jornalismo tem de enfrentar para que seu trabalho seja legitimado.

Na relação entre o jornalista e a fonte, os repórteres sabem que não se ganha informação de graça: a divulgação de uma notícia sempre tem um objetivo, que contraria uns e favorece outros. (SOBREIRA, 1993, p. 17)

Os grandes meios de comunicação monopolizam as atenções do consumidor final de notícia, bem como os investidores. Isso “sufoca” as novas iniciativas. A prática do jornalismo esportivo de forma independente esbarra nesse aspecto, tornando árdua a tarefa de quem busca seu espaço e pensa o jornalismo de uma forma diferente.

O objetivo desse estudo é expor o processo da criação de um veículo independente de comunicação, especificamente voltado ao jornalismo esportivo, além de mostrar como funciona a produção da notícia de forma empreendedora, apontando as vantagens e desvantagens em atuar de forma independente em um mercado saturado.